Correria.

Nunca pensei que esses últimos dois meses do ano seriam tão atarefados.

Interessante que eu sempre sonhei com uma vida assim. Agora pouco tempo tenho para me preocupar com aquilo que não faz parte do meu mundo. Desculpe. Isso não é egoísmo, mas sim uma nova forma de enxergar o mundo, de se amar.

Eu durante muito tempo fui sempre dependente do amor dos outros, do amor dos outros, da atenção alheia.

Mas, agora tenho uma coisa dentro de mim chamada amor próprio, que não me permite mendigar atenção, amor, de quem quer que seja. Sabe por que?? As Pessoas não são obrigadas a me amar, elas vão ou me amam naturalmente, sentem minha falta, me ligam. E quando não me ligam, eu ligo para aquelas que amo. 

Eu saio sozinha, vou ao cinema, viajo. Contemplo o lindo rio que tem na minha cidade. E tenho PAZ. 

Tenho a certeza que agora posso alcançar meus objetivos, porque mesmo com todos os problemas comum a todas as Pessoas. Eu tenho PAZ. 

Que venham os desafios desses dois últimos meses. E que eu tenha a serenidade de encara-los de frente. Firme e convicta. Serena como me sinto agora.

Um novembro de muitas mudanças boas para todos Nós.

Abraços.

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Nada como o lar da gente.

Está terminando minha temporada em São Paulo. Gosto daqui, mesmo porque fico pertinho dos meus animais, meu irmão. Conversamos, os laços ficam mais fortalecidos.

Estou com saudades da minha casa, pensei que era uma crise, mas era TPM mesmo!! rsrrsrs

Dei uma de introspectiva aqui. Mais conheci gente legal, fui ao teatro, fiz passeios, conversei. 

Deixo sempre uma parte de mim aqui quando vou embora. Ainda bem que deixo a parte boa, a saudade boa.

Beijo São Paulo.

E que venham outros destinos. 🙂

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Começando a despertar – texto de Ana Jácomo (lindo!!)

“Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que tudo começou a ganhar uma cara que, no fundo, eu já conhecia, mas havia esquecido como era. Comecei a despertar do sono estéril que, com suas mãos feitas de medo e neblina, fez minha alma calar. E foi então que comecei a ouvir o canto de força e ternura que a vida tem. 

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que ninguém começa a despertar antes do instante em que algo em nós consegue deixar à mostra o truque que o medo faz. Só então a gente começa, devagarinho, para não assustar o medo, a refazer o caminho que nos leva a parir estrelas por dentro e a querer presentear o mundo com o brilho do riso que elas cantam. Só então a gente começa a entender o que é esse sol que mora no coração de todas as coisas. Não importa com que roupa elas se vistam: ele está lá.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a lembrar de onde é o céu e a perceber que o inferno é onde a gente mora quando tudo é sono. Comecei a sair dos meus desertos. E a olhar, ainda que timidamente, para todas as miragens, sem tanto desprezo, entendendo que havia um motivo para que elas estivessem exatamente onde as coloquei. Nenhum livro, nenhum sábio, nada poderia me ensinar o que cada uma me trouxe e o que, com o passar do tempo, continuo aprendendo com elas. Dizem que só é possível entendermos alguns pedaços da vida olhando para eles em retrospectiva. Acho que é verdade.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a compreender o respeito e a reverência que a experiência humana merece. A me dar conta de delícias que passaram despercebidas durante um sono inteiro. E a lembrar do que estou fazendo aqui. Ainda que eu não faça. Ainda que os vícios que o sono deixou costumem me atrapalhar. Ainda que, de vez em quando, finja continuar dormindo. Mas não tenho mais tanta pressa. Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo. Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim. Eu sou a viajante e a viagem.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a querer brincar, com uma percepção mais nítida do que é o brinquedo, mas também com um olhar mais puro para o que é o prazer. A ouvir o chamado da minha alma e a querer desenhar uma vida que passe por ele. A assumir a intenção de acordar a cada manhã sabendo para o quê estou levantando e comprometida com isso, seja lá o que isso for, porque, definitivamente, cansei de perambular pelos dias sem um compromisso genuíno. E comecei a gritar por liberdade de uma forma que me surpreendeu. Antes eu também gritava, mas o medo sufocava o grito para que eu não me desse conta do quanto estava presa.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais aprender a estar aqui a cada agora. Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma. Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade. Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos. Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. Que a fé é uma palavra curta que arrumamos para denominar essa amplidão que é o nosso próprio poder.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que não importam todos os rabiscos que já fizemos nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho. E, por mais belo que seja, é natural que, ao relê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída. A ausência de uma vírgula. A necessidade de um ponto. Uma interrogação que surge de repente. Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. O que sei é que não quero aquele sono outra vez.”

Ana Jácomo 

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24 horas!!

24 horas pra encontrar um processo.

24 horas pra arrumar uma mala.

24 horas pra aprender a colocar a liga no meu aparelho ortodôntico. 

24 horas pra criar coragem.

24 horas pra fazer as unhas.

24 horas pra comprar lembranças no shopping.

24 horas pra esquecer o passado.

24 horas pra desejar o bem.

24 horas concluídas com exito. 

Enfim, foram as 24 horas mais corridas dos últimos tempos. E tudo o que eu queria era tirar uma soneca.

Boa noite!! 

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O jogo.

Ele manda mensagem. 

Ela responde do jeito grosseiro dela, pois não está acostumada a ser tratada bem e nem tampouco se acha bonita pra merecer isso.

Ele insiste e juntos vão tomar comer um fast food igual dois adolescentes.

Ela olha pra ele com olhar estranho. E percebe que ele é bonito!! Ex modelo que resolveu abandonar a carreira pra seguir vida acadêmica. Também nota que ele é alto, e ela é baixinha.

Percebe que ele fala menos, e ela tagarela sem parar.

Se olham estranho no primeiro encontro. Afinal, o que mais tinha era amigo que queria ver esse encontro. Pois, ambos só se conheciam de internet, apesar de morarem em uma pequena cidade.

Ela quer ser cortejada. Ele não está acostumado a isso. Gosta do imprevisível. Mas, visivelmente demonstra um interesse em conhecer o que ela esconde tanto e o motivo de ser solteira.

No primeiro encontro ela estava de short e sandálias. Ele com apenas uma calça e camisa estava muito mais lindo e chamava a atenção. O casal chamava a atenção. 

Ai veio o segundo encontro, uma troca de mensagens irônicas, jogo deles, que começou a meia noite. Ela falava que não iria mais convida-lo pra sair pois ele sempre estava com agenda cheia. Ele sai com a desculpa que some porque não sabe como cuidar da situação.

E inesperadamente avisa a ela: Estou na portaria do seu prédio. Desce. Posso ser assaltado e a culpa vai ser sua.

Ela veste qualquer coisa que nem se lembra e desce por preocupação e vontade de vê-lo. Rodam a cidade de carro durante a madrugada.

Ele aguentando a TPM dela. E tentando mostrar que ainda valia a pena morar na cidade. No fim terminaram a noite no lugar do primeiro encontro, o mesmo fast food. Como dois adolescentes. Morrendo de sono, mas rindo de si mesmos.

Ainda não sabem onde isso vai acabar. Mas, seguem fazendo o jogo que pode ter final feliz. Ou apenas uma amizade linda.

Boa noite.

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15 dias.

15 dias pra minha prova.

15 dias que não poderei pensar em outra coisa.

15 dias que serão somente meu.

15 dias que não poderão ser desperdiçados.

15 dias que mudarão minha vida.

15 dias pra provar a mim mesma que sou capaz.

15 dias que mudarão minha vida.

15 dias que dependem só de mim.

 

Boa Noite.

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“Precisamos da…

“Precisamos dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.”Imagem

Érico Veríssimo

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